A era digital está cada vez mais presente nos dias de hoje. A tecnologia é uma parte gigante da nossa vida e trabalhar remotamente deixou, por isso, de ser novidade.
Com a pandemia, a realidade do trabalho remoto cresceu mais rapidamente do que aquilo que se fazia prever.
Esta nova realidade traz consigo os espaços de cowork e as comunidades de trabalhadores remotos, que desempenham um papel importante na vida dos mesmos. Neste artigo, vamos explicar-te o que é um espaço de cowork, de que forma funciona, e quais os seus principais benefícios.
Também queremos apresentar-te uma história de sucesso: o Coworking Bansko, um espaço de cowork que está a revolucionar o município búlgaro, uma das maiores referências no mundo do Trabalho Remoto e Nomadismo Digital.
Um espaço de cowork é um lugar onde pessoas com diferentes formações podem trabalhar num ambiente que apoia a criatividade e a colaboração. Podes, assim, encontrar, nestes locais, áreas de escritório, acesso à internet rápido e estável, salas de reuniões e áreas para eventos.
Estes espaços podem ainda servir simplesmente para te sentares, conectares-te com outras pessoas e trabalhares remotamente. Os espaços de cowork podem ser usados por todos os tipos de trabalhadores remotos, quer sejam freelancers, trabalhadores por conta de outrem ou empreendedores.
Os trabalhadores remotos podem viver no local onde se situa o cowork e trabalhar para empresas ou clientes que estejam a quilómetros de distância. Ou podem, também, ser nómadas digitais, optando por viver em diferentes países por curtos ou longos espaços de tempo..
A lista de benefícios dos espaços de cowork é numerosa. No entanto, resumidamente, estas são as principais vantagens:
Bansko é um município da Bulgária onde se localiza este famoso cowork, numa das estações de esqui mais populares do país. Tudo começou em 2016, com o propósito de criar condições para atrair mais pessoas e amigos, que trabalhavam online, para Bansko.
Tal como todos os projetos, este começou pequeno, mas rapidamente cresceu e se tornou famoso—fazendo, assim, com que os fundadores percebessem que havia cada vez mais pessoas interessadas em Bansko.
Os interesses eram comuns: a qualidade de vida, as boas condições de trabalho e a sensação de pertença a uma comunidade com pessoas de interesses similares.
Atualmente, o Coworking Bansko tem, em seu torno, uma comunidade viva, muitas vezes com mais de 80 membros ativos em 5 lugares diferentes, o que permite atingir diferentes objetivos. Alguns espaços são mais projetados para o trabalho produtivo, enquanto outros proporcionam interações e atividades sociais.
Os eventos e atividades são, para muitos, os pontos fortes deste espaço de cowork. Está sempre algo a acontecer, seja uma noite com jogos de tabuleiro ou um churrasco.
Este género de atividades são ótimas, não apenas para integrar membros novos, mas também para manter o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal de todos os envolvidos na comunidade.
Os espaços de cowork são utilizados por trabalhadores remotos, sejam eles locais ou não—os ditos nómadas digitais. Esses podem ser funcionários de empresas, freelancers, empresários ou até mesmo representarem pequenas empresas. São mercados muito diferentes, com necessidades distintas.
Alguns espaços de cowork são também projetados e direcionados mais para ambiente de Start-up, com uma abordagem mais empresarial. Outros têm como alvo incluir mais freelancers e “solopreneurs” (empreendedores individuais), com um foco maior nas atividades e na vertente social da comunidade.
No Coworking Bansko, cerca de 80% dos membros são freelancers ou empresários, enquanto os restantes 20% são colaboradores.
A grande maioria desses membros (cerca de 90%) são, e sempre foram, nómadas digitais, com uma minoria crescente de búlgaros que estão fora de Bansko.
Quando se é nómada digital ou trabalhador remoto por algum tempo, a resposta a essa pergunta é bastante fácil.
Sim, é importante existirem instalações e condições para que os trabalhadores remotos sejam produtivos e se sintam confortáveis. Mas o que realmente faz a diferença é o foco na comunidade.
A maioria dos nómadas digitais viajam sozinhos ou com um parceiro. E nós, como seres sociais, precisamos de conexões humanas. Podemos ter uma vida social (igualmente) fora de um cowork ou de uma comunidade de coworks.
Contudo, é mais fácil encontrar pessoas com os mesmos ideais que nós se pertencermos a uma comunidade de trabalhadores remotos. Assim, quem viaja sozinho pode encontrar, nestes coworks, pessoas para estabelecer algum tipo de relação social.
Outro aspeto muito importante é ter um gerente de comunidade (“community manager”), que tem como principal objetivo cuidar da comunidade e da quantidade de eventos e atividades que acontecem. Isto é o que permitiu que a comunidade em Bansko e no respetivo espaço de cowork crescesse. E, adivinha? Uma comunidade grande e viva atrai novas caras!
O Coworking Bansko começou por ser um pequeno escritório e agora possui 5 espaços diferentes, que consegue satisfazer várias necessidades:
Todos os membros têm acesso a todos os locais 24 horas por dia, 7 dias por semana. A maioria dos espaços está equipado com acesso à internet de fibra de 150 MBit, salas de reuniões ou conferências, cadeiras ergonómicas, café e chá gratuitos. Cada local recebe diferentes eventos e atividades.
O que mantém este espaço ativo e dinâmico é, para muitos, a quantidade de eventos e atividades que estão sempre a acontecer. Em alguns dias, as várias atividades acontecem em paralelo, dando opções para os membros poderem escolher.
Existe igualmente uma boa combinação de atividades semanais planeadas e eventos pontuais mais espontâneos. Alguns são criados e organizados pelo próprio cowork, enquanto outros o são pelos seus membros.
Exemplos de eventos semanais planeados:
Exemplos de eventos únicos e espontâneos:
Todos os membros são incentivados a criar e a organizar os seus próprios eventos para a restante comunidade.
Bansko tem aparecido cada vez mais no mapa de destinos dos nómadas digitais. Devido ao resort de esqui, ao baixo custo de vida, à cordilheira no redor com paisagens, ao baixo imposto sobre os rendimentos, às atividades e, agora, a uma comunidade de outros trabalhadores remotos. Bansko tornou-se popular no mundo do trabalho remoto e do nomadismo digital.
Para referência, um nómada digital é muito diferente de um turista normal. Um nómada digital é um trabalhador remoto que viaja regularmente, normalmente com estadias de maior duração. Em vez de ficar uma a duas semanas na época alta, costuma ficar entre um a três meses e, às vezes, até mais, cobrindo as épocas baixas/médias.
Isto significa um impacto maior e mais duradouro na economia local. Quando um novo membro se inscreve no Coworking Bansko, obtém acesso a um wiki Bansko, que não só o ajuda a integrar-se e a navegar na cidade, mas também informa sobre todos os serviços locais que possam ser necessários—como um advogado, restaurante ou lavandaria.
O Coworking Bansko estima que cada membro gasta, em média, 1000 € por mês em alojamento, alimentação e outros serviços. Isso é mais de 1 milhão de euros, por ano, injetado na economia local—considerando, é claro, apenas os membros deste cowork! Existem vários trabalhadores remotos que vêm para Bansko porque está “no mapa”, mas que não se juntam ao Coworking Bansko.
Outra coisa que o Coworking Bansko tem testemunhado são as empresas locais que se estão a adaptar a esta mudança do consumidor. Por exemplo, os nómadas digitais têm uma maior consciência ambiental e de saúde do que a média. As empresas locais, ao se adaptarem a esta oferta, permitem que Bansko melhore e tenha uma maior diversidade para oferecer.
É certo e sabido que o trabalho remoto rapidamente se vai tornar uma realidade global , sendo, assim, o futuro assegurado do trabalho. Milhões de pessoas farão a transição para o digital nos próximos anos.
Uma boa parte desses novos trabalhadores remotos vão em busca da aventura e até se poderão tornar nómadas digitais para poderem trabalhar “na estrada”.
Criar condições para atrair e receber essas novas ondas de trabalhadores remotos pode ter um impacto tremendo em pequenas cidades como Bansko e, definitivamente, mudará o setor de turismo.
Se as infraestruturas ou as novas localizações pretendem adaptar-se a este novo mercado, a comunidade deve estar sempre em primeiro lugar. A comunidade é um fator importante que deve ser considerado neste novo paradigma de trabalho e estilo de vida.
Os novos espaços de cowork e/ou de coliving devem ter, em primeiro lugar, atenção em criar uma comunidade em redor desse espaço e/ou localidade. Sem esquecer que, este tipo de pessoas, procura primeiro a comunidade.
Os espaços de cowork são, sem dúvida, não só excelentes espaços para trabalhar, como também para se ser produtivo, conviver com outros membros, trocar ideias e conhecimento, ter novas experiências, entre outros aspetos..
Se trabalhas, ou já trabalhaste, num espaço de cowork, o que é que valorizas mais nesse espaço?
Por outro lado, se tens interesse em trabalhar num espaço destes na tua cidade, consulta a nossa lista de coworks.
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